Na inauguração da exposição Vieira da Silva
"Gravuras" estiveram presentes cerca de uma centena de pessoas.
A abertura ficou a cargo de Joaquina Soares (Museu de Arqueologia e Etnografia
do Distrito de Setúbal), Nuno Costa (Presidente da Junta de Freguesia de São
Sebastião), Fátima Mourinho (Associação de Municípios da Região de Setúbal) e
Paula Santos (Deputada do PCP) que intervieram no sentido da valorização da
obra e vida de Maria Helena Vieira da Silva, uma referência incontornável na
história da luta da emancipação da Mulher. Foi igualmente afirmado o interesse
social de prosseguir a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres, até se
atingir uma situação de equidade de género. Após estas intervenções, deu-se
início a uma visita guiada por Marina Bairrão Ruivo (Fundação Arpad Szenes
Vieira da Silva), especialista em Vieira da Silva, que conduziu os visitantes
através de um percurso com 35 trabalhos da mais internacionalizada pintora
contemporânea portuguesa, terminando com a projecção de um vídeo ilustrativo da
vida da artista e das condições concretas em que foi realizando e afirmando a
sua obra ímpar. A exposição irá ficar patente ao público até ao final do mês de
maio. Visitas gratuitas.
Reportagem fotográfica de Misé Pê
Comemorações do II Centenário do Nascimento de João Carlos d’Almeida Carvalho (1817-1897)
Sessão de abertura dia 11 Março às 16h30m no Salão Nobre dos Paços do Concelho
Almeida Carvalho e a Sociedade Arqueológica Lusitana
por Joaquina Soares
Almeida Carvalho e o pioneiro mutualismo local
por Carlos Mouro
Marque já na sua agenda...contamos com a sua presença.
Nova Exposição
Temporária
VIEIRA DA SILVA
GRAVURAS
Inauguração,
10 Março, 18h30
MUSEU DE ARQUEOLOGIA
E ETNOGRAFIA DO DISTRITO DE
SETÚBAL
ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DA
REGIÃO DE SETÚBAL
Av. Luisa Todi, 162, Setúbal
Comemorações do Dia
Internacional da Mulher/17
Iniciativa: Associação de Municípios da Região de Setúbal/
Museu de Arqueologia e Etnografia
do Distrito de Setúbal
Colaboração: Fundação Arpad Szenes -Vieira da Silva
Apoio: Junta de Freguesia de São Sebastião
COMEMORAÇÕES DO DIA INTERNACIONAL DA
MULHER/2017
O MAEDS tem
vindo a assinalar o Dia Internacional da Mulher desde 1975, e fá-lo em 2017 na
convicção de que a igualdade de género supõe igualdade económica e novos
comportamentos culturais, os quais por seu turno pressupõem o conhecimento da
intervenção vanguardista da mulher nos mais diversos domínios da criação.
Assim, este
é o momento certo para mostrar na região de Setúbal a obra gravada de uma das
mais importantes e internacionalizadas artistas plásticas portuguesas do século
XX– Helena Vieira da Silva.
Sobre:
VIEIRA DA SILVA. OBRA GRAVADA
A gravura tem um significado
próprio no conjunto da obra plástica de Vieira da Silva que não perturba o seu
desenvolvimento ou modifica o seu sentido. A artista inicia-se nas técnicas da
água-forte, do buril e da ponta seca em 1929, no célebre Atelier 17 dirigido
por Stanley William Hayter, em Paris. Breve iniciação, pois só em 1960 a
técnica do buril é retomada quando realiza as gravuras para L’Inclémence
Lointaine de René Char. O mesmo com a litografia (a primeira data de 1948), que
retoma em 1961, após algumas experiências que não a satisfazem. A serigrafia é
praticada pontualmente, a insistentes pedidos do galerista Pierre Loeb e de
Lourdes Castro e René Bertholo, artistas portugueses que viviam em Paris.
De todas as técnicas, Vieira da
Silva prefere o buril, a gravura a preto e branco, pela luz que permite com os
contrastes da gama de cinzentos. A litografia a cores levanta reticências e
reservas, pela opacidade e falta de qualidade das tintas de tipografia. A
procura da
transparência leva-a a preferir o
papel Japão, mais luminoso. A obra gráfica de Vieira não deve ser encarada como
uma produção redutora, pois a artista sempre fez questão de controlar a edição
dos múltiplos que assinou, com a mesma exigência que tinha para com o seu
trabalho.
As diferentes técnicas, com
características e constrangimentos específicos, não condicionaram o objectivo
criador: encontramos, com estes ou outros títulos e nas suas variações, temas
como Bibliotecas, Labirintos, Cidades, Estações, Jardins, Azulejos. A
preocupação da artista centrou-se, nestas como noutras técnicas, na descrição
do tempo, na sugestão do espaço. Vários historiadores de arte referem que a
obra de Vieira da Silva se caracteriza por uma meditação sobre o quadrado, o
azulejo da terra natal, cuja característica é ser múltiplo. Ligado ao tempo e
ao espaço, o azulejo isolado representa um instante; a sua multiplicação
pressupõe uma duração, a sua disposição traça uma perspectiva e a sua
desarrumação pode confundi-la. Tanto as Cidades como as Bibliotecas de Vieira
aludem ao tempo, à história e ao espaço. Os livros podem ser casas, a sua
organização nas estantes são edifícios e ruas, os jardins são subvertidos pelas
estações e temas como Atlântida exploram o tempo e o espaço lendários. Como na
pintura, Vieira da Silva tentou pela gravura descrever o mundo e desvendar a
sua complexidade, sugerindo o espaço, o correr do tempo, utilizando metáforas e
metamorfoses. Este conjunto de gravuras desvenda a sua tentativas de traduzir a
realidade que não corresponde nunca à maneira como nos habituaram a vê-la, de
uma forma plásticamente credível.
Marina Bairrão Ruivo
Fundação Arpad Szenes -Vieira da Silva
Entrada Livre
1O DE MARÇO > 31 DE MAIO
> 2017
Horário> Terça a
Sábado> 09h00 às 12h30;14h00 às 17h30
Avenida Luisa Todi, nº 162,
2900-451 Setúbal
Mais informações>
www.maeds.amrs.pt
CONFERÊNCIA SOBRE "ARQUEOLOGIA DA BAÍA DE S. TORPES"
Por
Carlos Tavares da Silva
no
Museu Nacional de Arqueologia
Sábado,
dia 4 de Março, pelas 15.30H
Entrada
livre.
No âmbito do encerramento
da exposição "Memórias da Praia de São Torpes"
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